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Documento do FBI: Epstein foi treinado como espião por Ehud Barak e trabalhou para o Mossad

6 de fevereiro de 2026, às 13h51

O ex-primeiro-ministro israelense e líder do Partido Democrático de Israel, Ehud Barak, discursa em um evento de campanha eleitoral do partido em Tel Aviv, em 17 de julho de 2019. [Gili Yaari/NurPhoto via Getty Images]

Jeffrey Epstein “era próximo do ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e foi treinado como espião por ele”, de acordo com um documento do FBI de 2020 baseado em informações fornecidas por uma fonte humana confidencial (CHS). A revelação reforça ainda mais as alegações, que circulam há tempos, de que Epstein, um traficante sexual de menores condenado, estava compilando kompromat para o Mossad.

O documento, datado de 19 de outubro de 2020, detalha conversas nas quais a fonte, que tinha contato pessoal com figuras do círculo de Epstein, descreve como Epstein estava envolvido em atividades de inteligência coordenadas com o Mossad.

O CHS relata várias ligações telefônicas entre Alan Dershowitz — advogado de Epstein e professor de direito em Harvard — e Epstein. Após essas ligações, afirma o documento, o Mossad ligava para Dershowitz para interrogá-lo. A fonte “anotava” durante essas conversas e concluiu que o processo de interrogatório fazia parte de uma operação de inteligência coordenada.

O próprio Dershowitz é citado dizendo que teria se juntado ao Mossad se fosse mais jovem. O CHS acredita que Dershowitz foi “cooptado” pelo Mossad e “aderiu à sua missão”.

Em sua totalidade, o documento apresenta Epstein como um agente cooptado do Mossad, uma visão que a fonte reforça explicitamente. O CHS afirmou estar “convencido de que Epstein era um agente do Mossad” e que seu relacionamento com Barak e a forma como Dershowitz o tratava serviam a esse papel mais amplo de inteligência.

Essas afirmações, corroboradas por anotações da época e observações de conversas telefônicas, representam agora alguns dos testemunhos diretos mais claros que inserem Epstein em um aparato organizado de inteligência estrangeira, e não como uma figura criminosa isolada.