Suposta ‘democracia’: Israel lista entre os países que mais encarceram jornalistas

27 minutos ago

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Forças israelenses prendem jornalista palestino em Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 3 de outubro de 2024 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

Um novo relatório do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) identificou Israel como o terceiro país que mais prende jornalistas no mundo, atrás apenas de China e Myanmar, ao notar indicativo da escalada ocupante contra a liberdade de imprensa.

O censo anual do CPJ, divulgado nesta semana, registrou 320 jornalistas detidos em todo o mundo, até 1º de dezembro, à medida que Estados autoritários se utilizam de detenção, assédio e violência para conter cobertura contrária e silenciar a dissidência.

Embora China e Myanmar sigam no topo, o terceiro lugar de Tel Aviv reflete sua repressão sistêmica e entrincheirada contra repórteres palestinos, incluindo abduções arbitrárias e detenção administrativa — sem julgamento ou sequer acusação.

O dossiê destacou uso crescente de acusações vagas de segurança, prisões preventivas prolongadas indefinidamente e negativa de acesso a advogados.

O CPJ comentou ainda que Israel continua a impedir entrada de jornalistas internacionais em Gaza, após dois anos de genocídio, ao negar cobertura independente. Desde outubro de 2023, confirmou a nota, Israel prendem ao menos 90 jornalistas.

Segundo a ong Repórteres Sem Fronteiras, outros 210 foram mortos.

Apesar do assassinato em massa e censura militar, Israel insiste em se caracterizar como “única democracia do Oriente Médio”, com o “exército mais moral do mundo”.

Para o CPJ, no entanto: “Israel, o único na lista de países que mais encarceram jornalistas considerado democracia, passou rapidamente a aprisionar repórteres palestinos após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023”.

Sobre casos de tortura e violência física, o dossiê notou maior incidência, desde 1992, no Irã, então Israel e terceiro Egito.

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