Um novo relatório do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) identificou Israel como o terceiro país que mais prende jornalistas no mundo, atrás apenas de China e Myanmar, ao notar indicativo da escalada ocupante contra a liberdade de imprensa.
O censo anual do CPJ, divulgado nesta semana, registrou 320 jornalistas detidos em todo o mundo, até 1º de dezembro, à medida que Estados autoritários se utilizam de detenção, assédio e violência para conter cobertura contrária e silenciar a dissidência.
Embora China e Myanmar sigam no topo, o terceiro lugar de Tel Aviv reflete sua repressão sistêmica e entrincheirada contra repórteres palestinos, incluindo abduções arbitrárias e detenção administrativa — sem julgamento ou sequer acusação.
O dossiê destacou uso crescente de acusações vagas de segurança, prisões preventivas prolongadas indefinidamente e negativa de acesso a advogados.
O CPJ comentou ainda que Israel continua a impedir entrada de jornalistas internacionais em Gaza, após dois anos de genocídio, ao negar cobertura independente. Desde outubro de 2023, confirmou a nota, Israel prendem ao menos 90 jornalistas.
Segundo a ong Repórteres Sem Fronteiras, outros 210 foram mortos.
Apesar do assassinato em massa e censura militar, Israel insiste em se caracterizar como “única democracia do Oriente Médio”, com o “exército mais moral do mundo”.
Para o CPJ, no entanto: “Israel, o único na lista de países que mais encarceram jornalistas considerado democracia, passou rapidamente a aprisionar repórteres palestinos após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023”.
Sobre casos de tortura e violência física, o dossiê notou maior incidência, desde 1992, no Irã, então Israel e terceiro Egito.







