Protesto na Holanda denuncia violência policial contra mulheres muçulmanas

7 minutos ago

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Protesto denuncia violência policial contra mulheres muçulmanas na Praça de Vredenburg, em Utrecht, na Holanda, em 29 de janeiro de 2026 [Abdullah Asiran/Agência Anadolu]

Um protesto foi realizado na quinta-feira (29) na cidade holandesa de Utrecht contra um caso de “violência racista” após um policial agredir duas mulheres muçulmanas, segundo informações da agência Anadolu.

A manifestação se deu um vídeo viral nas redes sociais registrar um policial dando golpes de cacetete contra uma das vítimas e chutando a outra na região do abdômen. O ataque ocorreu na segunda-feira (26), em frente ao shopping Hoog Catharijne.

Ativistas e cidadãos solidários se reuniram na Praça de Vredenburg contra o incidente. Os manifestantes criticaram a polícia, ao denunciar reincidência e acusarem-na de racismo “sistêmico e reiterado”.

Dentre as demandas, um pedido de desculpas das autoridades às vítimas e ao público e medidas para evitar novos casos, bem como exoneração do agente agressor.

Manifestantes entoaram palavras de ordem como “Sem justiça, sem paz”, “Basta de uma polícia racista” e “Polícia fascista, basta de terrorismo”.

A marcha seguiu então à delegacia de Paardenveld, na cidade.

A polícia alegou em comunicado ter aberto uma investigação interna sobre o episódio, ao revisar todos os vídeos disponíveis. No entanto, confirmou que uma das vítimas foi detida sob suspeita de desacato.

Para um porta-voz da polícia, o vídeo incitou “fortes emoções”. O oficial admitiu, contudo, questões que vieram à tona, sobretudo racismo.

Uma das vítimas relatou injúria racial por parte do policial, incluindo “Você não pertence a este país”, confirmou sua advogada, Anis Boumanjal, à rede NOS. Boumanjal corroborou ferimentos sofridos durante o ataque.

A vítima segue em cuidados médicos, acrescentou.

A Holanda, assim como o restante da Europa, vive há anos uma onda de xenofobia, além de ascensão e incitação de políticas autoritárias. O atual premiê holandês Dick Schoof foi empossado na coalizão de Geert Wilders, conhecido por sua islamofobia.

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