Musa Abu Marzouq, membro sênior do gabinete político do Hamas, reiterou nesta quarta-feira (27) que o foragido internacional e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não tem direito de reivindicar crédito pelo retorno de prisioneiros de guerra.
Abu Marzouk ressaltou que a medida se deu sob acordo, não sob coação militar.
Em comentários à rede de notícias Al Jazeera, o político palestino destacou que o Hamas, em nenhum momento das negociações, concordou em render armas. Para Abu Marzouk, a questão da resistência armada — legal sob o direito internacional — jamais se colocou sob negociações.
Abu Marzouk argumentou também que quaisquer arranjos relacionados a Gaza devem ser alcançados via consenso direto com o Hamas, ao reafirmar o papel chave do movimento na arena palestina, com o intuito de encerrar hostilidades e obter justiça.
Abu Marzouk notou que o Hamas consentiu, sob plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um panorama geral para encerrar a campanha militar de Israel contra os palestinos de Gaza.
Apesar da negativa do Hamas, Netanyahu associou o desarmamento à reconstrução de Gaza e à reabertura da travessia de Rafah, no extremo sul do território, na fronteira com o Egito, para a passagem de insumos humanitários.
Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza apesar de cessar-fogo firmado em outubro do último ano. Em dois anos de genocídio, são ao menos 71 mil palestinos mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados.
Desde a suposta trégua, ao menos 492 palestinos foram mortos e 1.350 feridos.
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![Musa Abu Marzouq, membro sênior do gabinete político do Hamas, em 7 de junho de 2015 [Abed Rahim Khatib/ApaImages]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/Mousa-Abu.webp)