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Armas da resistência nunca estiveram em negociação, insiste oficial do Hamas

30 de janeiro de 2026, às 06h51

Musa Abu Marzouq, membro sênior do gabinete político do Hamas, em 7 de junho de 2015 [Abed Rahim Khatib/ApaImages]

Musa Abu Marzouq, membro sênior do gabinete político do Hamas, reiterou nesta quarta-feira (27) que o foragido internacional e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não tem direito de reivindicar crédito pelo retorno de prisioneiros de guerra.

Abu Marzouk ressaltou que a medida se deu sob acordo, não sob coação militar.

Em comentários à rede de notícias Al Jazeera, o político palestino destacou que o Hamas, em nenhum momento das negociações, concordou em render armas. Para Abu Marzouk, a questão da resistência armada — legal sob o direito internacional — jamais se colocou sob negociações.

Abu Marzouk argumentou também que quaisquer arranjos relacionados a Gaza devem ser alcançados via consenso direto com o Hamas, ao reafirmar o papel chave do movimento na arena palestina, com o intuito de encerrar hostilidades e obter justiça.

Abu Marzouk notou que o Hamas consentiu, sob plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um panorama geral para encerrar a campanha militar de Israel contra os palestinos de Gaza.

Apesar da negativa do Hamas, Netanyahu associou o desarmamento à reconstrução de Gaza e à reabertura da travessia de Rafah, no extremo sul do território, na fronteira com o Egito, para a passagem de insumos humanitários.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza apesar de cessar-fogo firmado em outubro do último ano. Em dois anos de genocídio, são ao menos 71 mil palestinos mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados.

Desde a suposta trégua, ao menos 492 palestinos foram mortos e 1.350 feridos.

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