O chamado “Conselho de Paz”, iniciativa colonial do presidente americano Donald Trump, instituído na quarta-feira passada (21), identificou 26 países como membros fundadores, segundo reportagem da agência Anadolu.
Uma semana após Trump apresentar o projeto, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o novo órgão, voltado a contornar a Organização das Nações Unidas em disputas internacionais, abriu uma conta oficial na rede social X (Twitter).
Membros fundadores incluem, além de Washington: Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Albânia, Bahrein, Belarus, Bulgária, Camboja, Catar, Cazaquistão, El Salvador, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Mongólia, Marrocos, Paquistão, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.
A lista vai do Oriente Médio a Ásia, Europa, América Latina e Cáucaso, sobretudo aliados ideológicos da gestão trumpista; no entanto, carece de lideranças regionais, com exceção da capitulação dos regimes árabes.
Ausências notáveis são França, Alemanha e Reino Unido, que repudiam a persistência de Trump em anexar a Groenlândia, território da Dinamarca — membro da União Europeia — entre o Ártico e Atlântico. Disputas persistem também na política tarifária.
A Ucrânia questionou como participar do órgão ao lado de seus adversários em conflito, Rússia e Belarus. O governo bielorrusso aceitou o convite, mas Moscou seguiu excluída, muito embora o presidente Vladimir Putin tenha prometido US$1 bilhão ao orçamento, de recursos russos congelados pelo antecessor de Trump, Joe Biden.
Trump rescindiu ainda o convite ao Canadá, ao citar o discurso do primeiro-ministro Mark Carney em Davos, no qual alertou contra a coação econômica de grandes potências.
Trump confirmou a criação do “Conselho de Paz” — ao qual se autonomeou presidente — em 15 de janeiro, como parte da segunda fase do cessar-fogo em Gaza, apesar de a etapa inaugural seguir marcada por violações de Israel.
Em novembro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU autorizou a medida.
O órgão foi concebido originalmente para foco em Gaza, mas sua carta fundadora amplia seu mandato a quaisquer áreas em conflito, ao conferir poderes abrangentes e pessoais a Trump. Detalhes permanecem opacos.
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