Brasil condiciona entrada no ‘Conselho de Paz’ a foco em Gaza e assento palestino

1 hora ago

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Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante plenária dos BRICS, no Rio de Janeiro, em 7 de julho de 2025 [Pablo Porciuncula/AFP via Getty Images]

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, condicionou sua eventual participação no chamado Conselho de Paz da gestão americana de Donald Trump a dois requisitos: que o mandato do órgão se restrinja a Gaza e que inclua um assento ao Estado palestino.

As condições foram postas durante telefonema de Lula e Trump que durou em torno de 50 minutos, segundo nota oficial do Palácio do Planalto, conforme detalhes obtidos na terça-feira (27) pela agência Quds Press.

Segundo a nota, a chamada, realizada na segunda (26), tratou de relações bilaterais, bem como questões regionais e internacionais, incluindo Venezuela, atacada pelo Pentágono em 3 de janeiro, culminando no sequestro do então presidente Nicolás Maduro.

Um foco em particular foi Gaza, sob genocídio realizado por Israel, com apoio americano, há mais de dois anos, com 71 mil mortos, 171 mil feridos e dois milhões de desabrigados. Na última quinzena, Trump anunciou início da segunda fase do cessar-fogo, incluindo seu Conselho de Paz — sob sua presidência —, lançado em Davos, na Suíça.

Trump convidou uma série de países a aderir ao órgão colonial, apesar de alertar de que a nova entidade buscaria contornar diretrizes estabelecidas das Nações Unidas e das leis e instituições internacionais.

O Brasil não tomou uma decisão oficial até então. Lula, conforme a nota, apresentou dois termos: exclusividade e representatividade.

Lula, em contrapartida, voltou a exortar reformas da ONU, incluindo expandir o número de membros-permanentes do Conselho de Segurança. Segundo o presidente, a estrutura já não mais reflete os contrapesos globais ou trata adequadamente dos desafios políticos e securitários.

Sobre questões bilaterais, a nota citou diálogo em torno de indicadores econômicos, com prospectos positivos a ambas as economias. Trump e Lula exaltaram melhora recente nas relações, incluindo suspensão de tarifas sobre produtos brasileiros.

Lula combinou ainda uma viagem a Washington, nos próximos meses. A data da visita será definida após a viagem de Lula a Índia e Coreia do Sul, em fevereiro.

 

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