Israel desloca 37 mil na Cisjordânia, em recorde histórico, reporta ONU

1 hora ago

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Forças israelenses demolem casas palestinas em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em 21 de janeiro de 2026 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]

Ao menos 37 mil palestinos foram deslocados à força na Cisjordânia ocupada, em 2025, em recorde histórico em meio a níveis sem precedentes de violência colonial israelense, alertou nesta segunda-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações são da agência de notícias Anadolu.

De acordo com o porta-voz, Stephane Dujarric, ao citar um relatório do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os territórios palestinos “viram recordes de deslocamento e violência colonial” ao longo do último ano, sobretudo “por operações conduzidas contra aos campos de refugiados”.

“Apenas na área norte, registramos mais de 1.800 ataques israelenses contra palestinos”, incluindo baixas e danos, prosseguiu Dujarric. “Trata-se do maior índice já registrado pela ONU, no nono ano consecutivo de aumento”.

Estima-se 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos e postos avançados ilegais na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém ocupada. A região vive em escalada, com pogroms e demolições em massa contra a população nativa.

Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.

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