Ao menos 37 mil palestinos foram deslocados à força na Cisjordânia ocupada, em 2025, em recorde histórico em meio a níveis sem precedentes de violência colonial israelense, alertou nesta segunda-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).
As informações são da agência de notícias Anadolu.
De acordo com o porta-voz, Stephane Dujarric, ao citar um relatório do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os territórios palestinos “viram recordes de deslocamento e violência colonial” ao longo do último ano, sobretudo “por operações conduzidas contra aos campos de refugiados”.
“Apenas na área norte, registramos mais de 1.800 ataques israelenses contra palestinos”, incluindo baixas e danos, prosseguiu Dujarric. “Trata-se do maior índice já registrado pela ONU, no nono ano consecutivo de aumento”.
Estima-se 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos e postos avançados ilegais na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém ocupada. A região vive em escalada, com pogroms e demolições em massa contra a população nativa.
Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.
Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.
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