O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta segunda-feira (19) sua oposição ao emprego de tropas turcas e cataris em Gaza, em meio a divergências com os Estados Unidos sobre os supostos arranjos pós-guerra no enclave palestino.
Durante sua participação semanal no plenário do parlamento (Knesset), Netanyahu disse que “não haverá soldados turcos ou cataris em Gaza”, ao ressaltar a objeção israelense a qualquer participação de ambos os países no panorama securitário regional.
Na última semana, ao ignorar violações israelenses e ostracizar vozes palestinas, a Casa Branca confirmou início da “segunda fase” do acordo de cessar-fogo em Gaza, com foco em questões de gestão e segurança, incluindo desarmamento da resistência.
O Comitê Executivo, órgão consultivo, deve subjugar-se ao chamado Conselho de Paz, ao qual Trump autonomeou-se presidente, envolvendo também o ex-premiê britânico Tony Blair, e Ajay Banga, presidente do Banco Mundial.
Foram anunciados também Hakan Fidan, ministro de Relações Exteriores da Turquia, e Ali al-Thawadi, veterano diplomata de Doha. Objeções, segundo Netanyahu, serão levadas a Marco Rubio, chanceler americano, por sua contraparte israelense, Gideon Saar.
O novo enquadramento — denunciado por restaurar o sistema de mandatos coloniais do século XX — deve ser a última instância das questões decisórias no enclave.
Gaza, neste entremeio, segue destruída, após dois anos de genocídio israelense, com ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados, sobretudo mulheres e crianças.
Apesar de um acordo de cessar-fogo, implementado a partir de outubro passado, Israel manteve ataques, com 464 mortos e 1.280 feridos desde então.
![Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante reunião de seu gabinete no Ministério da Defesa, perto de Tel Aviv, em 17 de dezembro de 2023 [Menahem Kahana/AFP via Getty Images]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-1853889531-scaled-e1703099230403.webp)