A autoridade de radiotransmissão do Irã confirmou nesta terça-feira (20) que suas forças de segurança desativaram cerca de 40 mil estações de transmissão da rede Starlink, de Elon Musk, que concediam serviços de internet via satélite.
Não está claro se os aparelhos foram apreendidos ou simplesmente desativados.
O Irã é tomado por protestos desde 28 de dezembro, contra a carestia e queda da moeda. Em 8 de janeiro, o governo bloqueou o acesso online, ao acusar entes externos, sobretudo Israel e Estados Unidos, de incitar “atividades terroristas”.
Neste contexto, ambos os países ameaçaram ataques, no sentido de troca de regime.
A Starlink de Musk é uma rede de milhares de satélites, que provê internet via roteadores. No Irã, o uso desse sistema pode levar à prisão.
Musk, de sua parte, alterou o emoji da bandeira iraniana em sua rede social X (Twitter), do escudo republicano ao leão-solar pré-Revolução, associado à monarquia. Apesar de falta de apoio de Trump, o filho do xá, Reza Pahlavi, prometeu retornar.
Dados de baixas pela repressão no país são opacos, mas uma fonte anônima estimou no domingo (18) até cinco mil mortos, incluindo 500 oficiais de segurança. Segundo o oficial, à Reuters, a maior parte das mortes se deu em áreas separatistas curdas.







