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Forças de Suporte Rápido cometeram crimes no Sudão, reporta Haia

23 de janeiro de 2026, às 19h11

Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, em 30 de abril de 2024 [Selman Aksünger/Agência Anadolu]

O Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, denunciou nesta segunda-feira (19) as Forças de Suporte Rápido (FSR), por cometer crimes de guerra e lesa-humanidade em Fasher, no oeste do Sudão.

Em informe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nuzhat Shameem Khan, vice-promotora de Haia, reiterou as violações na cidade, capital do estado de Darfur do Norte, durante cerco das forças paramilitares no último ano.

Em 26 de outubro, as Forças de Suporte Rápido capturaram Fasher, em meio a massacres contra civis, segundo organizações locais e internacionais. Os ataques incitaram receios sobre nova secessão geográfica no Sudão.

Em resposta às acusações, Mohamed Hamdan Dagalo, chefe do grupo paramilitar, em 29 de outubro, reconheceu “certas violações”, mas insistiu na tese de inquérito interno.

Khan observou também que seu escritório fez avanços substanciais ao investigar abusos em Geneina, capital de Darfur Ocidental.

A guerra civil no Sudão atingiu o marco de mil dias, travada entre o exército regular e seus ex-aliados das Forças de Suporte Rápido, com dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados à força.