O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abortou por ora ataques militares contra o Irã, devido à combinação de progresso diplomático, dificuldades logísticas e receios de aliados, reportou no domingo (18) a agência Axios.
“Chegou bem perto”, ressaltou à reportagem um oficial americano. “O exército estava em posição para agir bem rapidamente”.
Embora a administração americana e países do Oriente Médio esperassem ataques após reunião na terça-feira (13), a ordem jamais veio à tona. Trump havia preconizado opções armadas contra alvos iranianos, mas vacilou frente a complicações.
Uma razão para o recuo foi a transferência de recursos do Pentágono a Caribe e Ásia, ao deixar o Oriente Médio carente de tropas. Para oficiais, resta pouco espaço de manobra, diante de um “cenário que não está preparado”.
Outro fator decisivo foi a troca entre o emissário americano, Steve Witkoff, e o ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Na manhã de quarta (14), Araghchi contactou Witkoff, ao prometer fim da repressão e suspensão de execuções relacionadas.
Além disso, segundo relatos, o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, alertou a Casa Branca que seu regime estaria despreparado a uma retaliação.
Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, de sua parte, expressou publicamente apreensões sobre o potencial impacto de um novo ataque à chamada estabilidade regional.
Na tarde de quarta, disseram oficiais, tornou-se claro que o ataque não ocorreria.
Trump tem manifestado apoio aos protestos que tomaram o Irã, desde 28 de dezembro, a partir do Grand Bazar da capital, contra a carestia e queda da moeda. Teerã insiste que os tumultos se devem a agitadores ligados a CIA e Mossad.
![Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington DC, em 16 de janeiro de 2026 [Celal Günes/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/AA-20260116-40277798-40277770-WERE_TALKING_TO_NATO_ON_GREENLAND_TRUMP-2-1.webp)