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Aliados, logística e diplomacia suspendem ataque de Trump ao Irã, nota reportagem

20 de janeiro de 2026, às 05h21

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington DC, em 16 de janeiro de 2026 [Celal Günes/Agência Anadolu]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abortou por ora ataques militares contra o Irã, devido à combinação de progresso diplomático, dificuldades logísticas e receios de aliados, reportou no domingo (18) a agência Axios.

“Chegou bem perto”, ressaltou à reportagem um oficial americano. “O exército estava em posição para agir bem rapidamente”.

Embora a administração americana e países do Oriente Médio esperassem ataques após reunião na terça-feira (13), a ordem jamais veio à tona. Trump havia preconizado opções armadas contra alvos iranianos, mas vacilou frente a complicações.

Uma razão para o recuo foi a transferência de recursos do Pentágono a Caribe e Ásia, ao deixar o Oriente Médio carente de tropas. Para oficiais, resta pouco espaço de manobra, diante de um “cenário que não está preparado”.

Outro fator decisivo foi a troca entre o emissário americano, Steve Witkoff, e o ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Na manhã de quarta (14), Araghchi contactou Witkoff, ao prometer fim da repressão e suspensão de execuções relacionadas.

Além disso, segundo relatos, o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, alertou a Casa Branca que seu regime estaria despreparado a uma retaliação.

Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita, de sua parte, expressou publicamente apreensões sobre o potencial impacto de um novo ataque à chamada estabilidade regional.

Na tarde de quarta, disseram oficiais, tornou-se claro que o ataque não ocorreria.

Trump tem manifestado apoio aos protestos que tomaram o Irã, desde 28 de dezembro, a partir do Grand Bazar da capital, contra a carestia e queda da moeda. Teerã insiste que os tumultos se devem a agitadores ligados a CIA e Mossad.