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Europa discute designar como ‘terrorista’ a Guarda Revolucionária do Irã

14 de janeiro de 2026, às 07h12

Guarda Revolucionária do Irã, em evento no Ministério do Interior, no centro de Teerã, em 14 de abril de 2022 [Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images]

Estados-membros da União Europeia estão conduzindo discussões de bastidores sobre a possibilidade de designar a Guarda Revolucionária do Irã, unidade de elite do exército do país, como “organização terrorista”, confirmou nesta segunda-feira (12) Anouar el-Anouni, porta-voz da Comissão Europeia, a jornalistas em Bruxelas.

“As discussões entre os Estados-membros seguem em curso sob normas de sigilo, como por procedimento estabelecido, e não poderemos entrar em detalhes”, insistiu el-Anouni, ao corroborar, porém, que a medida demandará unanimidade do bloco.

El-Anouni reiterou que a Guarda Revolucionária já está submetida a sanções abrangentes da União Europeia, incluindo relacionadas a abusos de direitos humanos, apoio à invasão russa na Ucrânia e supostas armas de destruição em massa.

“Estamos dispostos a asseverar novas sanções, mais severas, após a violenta repressão sobre os protestos”, acrescentou.

O Irã é tomado por manifestações contra a carestia e desvalorização da moeda desde 28 de dezembro, partindo do Grande Bazar na capital Teerã. Desde então, protestos tomaram diversas cidades de todo o país.

Sobre o futuro político do Irã, destacou el-Anouni: “Isso cabe ao povo iraniano. Mudanças de regime não são parte das políticas da União Europeia”. Todavia, expressou intenção de manter apoio à sociedade civil por vias econômicas e diplomáticas.

El-Anouni também comentou sobre Gaza, ao alegar que a Europa aguarda o anúncio dos Estados Unidos sobre a formação de um “conselho de paz internacional”. Para o oficial de Bruxelas, este seria “um passo importante” nos avanços regionais.

Segundo sua declaração, o conselho administrará uma fase transicional, com um comitê tecnocrata palestino responsável pelos serviços públicos em Gaza. “São incumbências importantes”, concluiu. “A União Europeia trabalhará para contribuir com isso”.

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