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Irã pode retaliar a alvos navais e militares de EUA e Israel, alerta chefe do legislativo

12 de janeiro de 2026, às 05h56

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã, durante reunião em Teerã, em 1º de dezembro de 2024 [Presidência do Irã/Agência Anadolu]

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã, alertou neste domingo (11) que centros militares e de navegação de Israel e Estados Unidos serão designados “alvos legítimos” em caso de ataque de Washington contra Teerã.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Durante sessão na câmara, Ghalibat referiu-se ao presidente Donald Trump: “Conforme o paradigma de defesa legítima, não nos limitamos a responder apenas após a ação. Caso haja um ataque Estados Unidos, tanto centros militares e de navegação americanos e dos territórios ocupados serão tratados por nós como alvos genuínos”.

Para Ghalibat, o Irã enfrenta ambos os adversários em quatro fronts simultâneos, “militar, econômico, cognitivo e de guerrilha terrorista”. Para o político do regime, os protestos em curso no Irã se alocam nesta última categoria.

Durante a sessão, deputados entoaram cantos contra os Estados Unidos.

No sábado (10), Trump alegou que os iranianos estariam “buscando sua liberdade”, após protestos eclodirem no Grande Bazar da capital em 28 de dezembro, contra a carestia e a desvalorização da moeda. Desde então, manifestações se espalharam pelo país.

“Segundo o governo americano, o Irã ‘delira’ ao considerar que Israel e os Estados Unidos estariam alimentando confrontos violentos em nosso país”, indicou o chanceler iraniano Abbas Aragchi. “Resta um único problema: o próprio ex-diretor da CIA, de Trump, afirmou sem pudor algum que o Mossad e seus colaboradores já tinham planos”.

O regime iraniano reagiu com repressão, apesar de tentativas de contenção do presidente Masoud Pezeshkian. Não há estimativa oficial de baixas, mas a ong HRANA, radicada nos Estados Unidos, estima 116 mortos e 2.600 detidos.

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