Denúncias de violações de normas éticas tomaram diversas cidades nos Estados Unidos, com pedidos por investigação de deputados americanos por receberem propinas ligadas ao governo israelense ou organizações associadas.
Os apelos sucedem participação de centenas de parlamentares em turnês e delegações pró-Israel, sob programa intitulado “Cinquenta estados, um Israel”. Conforme os alertas, as viagens serviram para promover e legitimar políticas de genocídio.
Os processos citam normas de ética sobre o funcionalismo público nos Estados Unidos, que proíbem que oficiais, sobretudo eleitos, aceitem presentes, hospedagem ou viagens financiadas por regimes estrangeiros ou entidades associadas.
A questão se agrava quando tais benefícios buscam exercer influência política ou operam no âmbito de atividades de propaganda.
As queixas notam “turismo de luxo” com recursos direitos ou indiretos de Israel, mediante organizações de lobby sionista que operam nos Estados Unidos. Participantes, advertem os querelantes, receberam milhares de dólares em gastos pessoais e de viagem, além de presentes adicionais ao longo das visitas.
Autores das denúncias reivindicam dos comitês de ética e órgãos federais e legislativos relevantes a investigarem se tais viagens violaram leis de ética e transparência. Insistem que, caso provado, as práticas constituem compra de influência por regime estrangeiro.
Nenhum deputado identificado nos processos comentou as acusações oficialmente até então, tampouco oficiais israelenses.
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![Bandeira dos Estados Unidos no Capitólio, em Washington DC, em 24 de setembro de 2025 [Yasin Öztürk/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/AA-20250924-39217031-39217030-THE_UNITED_STATES_CAPITOL_BUILDING.webp)