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Rede de imprensa condena Israel por manter restrições de acesso a Gaza

8 de janeiro de 2026, às 13h20

Jornalistas palestinos em Gaza, sob ataques de Israel, em Khan Younis, no sul do enclave, em 1º de setembro de 2025 [Abdallah F.S. Alattar/Agência Anadolu]Jornalistas palestinos em Gaza, sob ataques de Israel, em Khan Younis, no sul do enclave, em 1º de setembro de 2025 [Abdallah F.S. Alattar/Agência Anadolu]

A Associação de Imprensa Internacional, radicada nos Estados Unidos, expressou nesta terça-feira (6) sua “profunda decepção” com o governo de Israel por manter sua restrição de acesso a jornalistas estrangeiros a Gaza, apesar do cessar-fogo.

As informações são da agência da notícias Anadolu.

“Em vez de apresentar um plano para permitir que jornalistas entrem em Gaza de maneira independente e segura, para trabalharmos ao lado de nosso bravos colegas palestinos, o governo de Israel decidiu outra vez nos trancar para fora”, declarou o órgão em nota.

Autoridades da ocupação israelense têm restringido acesso independente de repórteres estrangeiros a Gaza desde o início do genocídio, em 2023, salvo redes colaboracionistas, sob escolta e aquiescência militar.

No domingo (4), o governo israelense confirmou à Suprema Corte manter as restrições em vigor, ao alegar “riscos de segurança”.

A associação expressou planos de submeter uma “resposta robusta” ao judiciário em Tel Aviv nos próximos dias, ao alertar para “contínua violação dos princípios fundamentais da liberdade de expressão e imprensa e do direito do público às informações”.

Até dezembro último, ao menos 257 jornalistas palestinos haviam sido mortos por Israel, em dois anos de genocídio. Um acordo de cessar-fogo com o grupo Hamas foi firmado em outubro de 2025, porém, desde então, sob violações de Israel.

Ao menos 420 palestinos foram mortos e outros 1.184 feridos durante a suposta trégua. O acordo deveria suspender os dois anos de campanha, com mais de 71.400 mortos — em maioria mulheres e crianças — e 171.200 feridos.

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