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Washington insta partes em guerra a garantir acesso humanitário no Sudão

5 de janeiro de 2026, às 02h01

Refugiados sudaneses fogem de el-Fasher, em Darfur do Norte, para o campo de al-Afadh, no Sudão, em 7 de novembro de 2025 [Stringer/Agência Anadolu]

Os Estados Unidos instaram nesta quarta-feira (31) as partes em conflito no Sudão a “cumprir suas obrigações para assegurar acesso irrestrito de ajuda humanitária” às comunidades carentes, ao acolher decisão para estender a abertura da travessia de Adre, na fronteira com o Chade.

A demanda se deu em nota compartilhada na plataforma X — antigo Twitter —, sob assinatura de Massad Boulos, assessor do presidente americano Donald Trump para assuntos árabes e africanos.

A crise humanitária no Sudão se agravou ao longo da guerra entre o exército regular e seus ex-aliados das Forças de Suporte Rápido, desde abril de 2023. São dezenas de milhares de mortos e 13 milhões de deslocados desde então.

Segundo Boulos, seu regime “saúda a importante decisão tomada pelas autoridades sudanesas de ampliar a abertura da travessia de fronteira de Adre para possibilitar maior acesso humanitário”.

“Com milhões de sudaneses sofrendo, desesperados por socorro humanitário, ações que facilitem o acesso são mais vitais do que nunca”, alegou Boulos. “Toda as partes sudanesas devem manter suas obrigações e assentir, de imediato, com uma trégua humanitária para permitir que mais ajuda chegue ao povo e que se firme fundações a uma paz duradoura”.

Nesta quarta-feira, autoridades sudanesas confirmaram a extensão do fluxo de bens essenciais por Adre, para entregas assistenciais pelo prazo de três meses, a começar em 1º de janeiro de 2026.

Em 25 de julho de 2024, o governo sudanês impôs bloqueio total das remessas pela travessia, ao alegar uso para contrabando de armas pelas Forças de Suporte Rápido. O grupo paramilitar, porém, jamais comentou sobre a acusação.