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Ataque dos EUA a Venezuela mata ao menos 40, entre civis e soldados

5 de janeiro de 2026, às 02h50

Danos causados por ataques dos Estados Unidos a edifícios em Porto de La Guaira, na Venezuela, em 3 de janeiro de 2026 [Pedro Mattey/Agência Anadolu]

Ao menos 40 pessoas, entre civis e soldados, foram mortas pela ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que incorreu no sequestro do presidente Nicolás Maduro, de acordo com reportagem de sábado (3) do New York Times, com base em uma fonte oficial venezuelana, em condição de anonimato.

Oficiais americanos alegaram ao New York Times que os ataques buscaram neutralizar as defesas aéreas venezuelanas antes de empregar forças de infantaria.

“Mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos foram despachadas para neutralizar defesas aéreas, para que helicópteros pudessem transportar as tropas que avançaram à posição do Sr. Maduro”, relataram as fontes.

Não há, até então, confirmação imediata da Casa Branca ou Pentágono sobre baixas.

As forças invasoras abduziram e retiraram do país o presidente e sua esposa, Cilia Flores, neste sábado, em uma operação teatral conduzida desde a madrugada.

A promotoria federal americana, do Distrito Sul de Nova York, em indiciamento publicado neste sábado, acusou os Maduros de traficar “toneladas de cocaína”, entre outros crimes. As acusações, no entanto, carecem de sustentação, senão política.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump comemorou o ação — que contornou o Congresso; ilegal, portanto, tanto sob leis federais quanto internacionais. Segundo Trump, a Venezuela, sobretudo seu petróleo, será gerida por Washington até que se garanta uma “transição adequada, segura e judiciosa”.

Por meses, o Pentágono vem expandindo sua presença militar em toda América Latina, ao empregar fuzileiros, navios de guerra, jatos combatentes e bombardeiros, submarinos e drones, sob uma missão de falsa bandeira contra o narcotráfico.

Em dezembro, parlamentares americanos de ambos os partidos — Democrata, oposição, e Republicano, de Trump — introduziram uma resolução de poderes de guerra, no intuito de dissuadir a Casa Branca de hostilidades na Venezuela sem aval congressional.

O incidente sugere instabilidade regional e global, sobretudo por ação direta na América do Sul, contra um regime aliado da Rússia. Críticos advertem, em resposta, para avanços russos na Ucrânia e chineses em Taiwan.

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