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Palestinos aguardam repescagem para participar das Olimpíadas de Paris

Protesto pede banimento da delegação israelense dos Jogos Olímpicos de Paris, na capital francesa, em 6 de junho de 2024 [Ibrahim Ezzat/Agência Anadolu]

Apesar do genocídio em Gaza, boa parte dos atletas palestinos mantêm as esperanças do sonho olímpico, ao contar com oportunidades de repescagem do Comitê Olímpico Internacional (COI), para participar dos Jogos de Paris no próximo mês.

“Temos um atleta que está classificado”, comentou Jibril Rajoub, chefe do Comitê Olímpico da Palestina, nesta quarta-feira (12). “Teremos no mínimo entre seis e oito atletas”.

Rajoub observou que três desses atletas devem ser de Gaza, incluindo duas mulheres.

Segundo a agência Reuters, outros atletas palestinos estão treinando para cumprir os critérios e requisitos do COI, em seus respectivos esportes, e conquistar prioridade na repescagem.

Conforme normas de universalidade do COI, todos os comitês olímpicos nacionais têm direito a presença substancial nos Jogos, salvo violações das regras — como fraude esportiva, no caso da Rússia, nas últimas edições, ou crime de genocídio, como é o caso de Israel.

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“Temos oportunidades no judô, boxe, levantamento de peso e natação”, relatou Rajoub. “Todos esses atletas estão hoje fora da Palestina, treinando ao redor do mundo, em alguns países que nos acolheram como hóspedes”.

Entre os países anfitriões estão Kuwait, Catar, Líbia, Egito e outros, observou Rajoub.

Rajoub reiterou que, desde a deflagração do genocídio israelense em Gaza, oito meses atrás, ao menos 300 atletas, árbitros e profissionais do esporte foram assassinados. Além disso, todas as instalações esportivas de Gaza foram destruídas pelos bombardeios.

“Há centenas mais sob os escombros e outras centenas sob opressão da ocupação israelense”, reafirmou. “Somos oprimidos e violentados rotineiramente por Israel. Todos os palestinos estão submetidos a essa opressão”.

Todavia, acrescentou: “Estaremos nos Jogos de Paris, representando a Palestina neste evento de importância global”.

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Israel mantém ataques a Gaza desde 7 de outubro, apesar de uma resolução por cessar-fogo do Conselho de Segurança e medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, para evitar o crime de genocídio e permitir a ajuda humanitária.

Ao longo da varredura israelense em Gaza, estádios de futebol foram transformados em campos de concentração, com centenas de palestinos enfileirados em situação degradante. A destruição não poupou hospitais, escolas e abrigos.

A campanha israelense deixou 37.100 mortos e 84.700 feridos até então, sobretudo mulheres e crianças, além de dois milhões de desabrigados.

As ações de Israel em Gaza constituem punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

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