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Israel mata comandante do Hezbollah, grupo libanês reage com bateria de foguetes

Funeral de Wissam al-Tawil, comandante do Hezbollah, morto por um ataque aéreo israelense em Nabatieh, no sul do Líbano, em 9 de janeiro de 2024 [Houssam Shbaro/Agência Anadolu]

O movimento libanês Hezbollah lançou uma bateria de cerca de cem foguetes aos colonatos no norte de Israel, nesta quarta-feira (12), em resposta a um ataque aéreo israelense que resultou na morte do comandante de campo Taleb Abdallah (Abu Taleb).

As informações são das agências Reuters e Al Jazeera.

Israel atacou a aldeia de Joyaiyya, no sul do Líbano, na noite de terça-feira (11), culminando na morte de três militantes e seu comandante, Abu Taleb, segundo fontes de segurança. O exército israelense confirmou a operação nesta manhã.

O exército israelense também divulgou imagens aéreas de aviões atacando um suposto sítio de lançamento do Hezbollah, na região libanesa de Yaroun.

Segundo relatos, Abu Taleb é o oficial do Hezbollah com maior ranking executado por Israel em oito meses de operações. Abu Taleb comandava o setor oeste do front sul, entre o rio Litani e a linha de fronteira.

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Abu Taleb é apenas o segundo oficial de alto escalão do Hezbollah a ser morto por Israel desde outubro, após Wissam al-Tawil, vice-comandante da unidade de elite Radwan, assassinado em janeiro. Na ocasião, o velório de al-Tawil atraiu centenas de libaneses.

O funeral de Abu Taleb está previsto para a tarde desta quarta.

Em retaliação, o Hezbollah disparou sua maior bateria de foguetes contra o território ocupado, incluindo mísseis teleguiados a uma fábrica de armamentos em Israel, além de quartéis em Ein Zeitim e Ami’ad e uma estação de vigilância em Meron.

Sirenes soaram no norte do território designado Israel — capturado em 1948, durante a Nakba, ou “catástrofe” palestina, mediante limpeza étnica —, assim como nas colinas de Golã, também ocupadas, em 1967, pertencentes à Síria.

Israel reportou ainda 90 projéteis ao longo da fronteira, causando supostos incêndios na região norte — comuns nas matas secas da região durante o verão mediterrâneo. Parte dos mísseis foi interceptada. Não há confirmação de baixas.

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Hezbollah e Israel trocam disparos desde a deflagração do genocídio em Gaza, em outubro, em meio a apreensões internacionais sobre a propagação da guerra. Ambos alegam “prontidão” em expandir o conflito.

Até então, combates em campo se restringiram a pequenos encontros ao longo da fronteira. O Hezbollah, contudo, tenta desafiar a superioridade aérea de Israel nos céus do Líbano. O grupo divulgou imagens do abatimento de um terceiro drone israelense de alta tecnologia.

Nesta semana, o Hezbollah lançou sucessivos mísseis a aviões israelenses para dispersá-los.

Israel mantém ataques a Gaza desde 7 de outubro, apesar de uma resolução por cessar-fogo do Conselho de Segurança e medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, para evitar o crime de genocídio e permitir a ajuda humanitária.

A campanha israelense deixou 37.100 mortos e 84.700 feridos até então, sobretudo mulheres e crianças, além de dois milhões de desabrigados.

As ações de Israel em Gaza constituem punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

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