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Netanyahu acusa Lapid e Gantz de contar mentiras sobre coalizão

Então premiê israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém ocupada, em 21 de novembro de 2012 [Lior Mizrahi/Getty Images]
Então premiê israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém ocupada, em 21 de novembro de 2012 [Lior Mizrahi/Getty Images]

Nesta segunda-feira (5), o premiê eleito de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou seu antecessor em fim de mandato, Yair Lapid, e o atual Ministro da Defesa Benny Gantz de propagar mentiras sobre a futura coalizão de governo.

Segundo Netanyahu, Lapid mente ao alegar que o Ministério da Defesa será loteado, em alusão ao pacto de coalizão com o parlamentar de ultradireita Bezalel Smotrich, que assumirá controle sobre o Departamento de Administração Civil – braço da pasta na Cisjordânia ocupada.

“A Administração Civil vale menos que um milésimo do Ministério da Defesa, mas permanecerá como parte dele”, insistiu o futuro premiê israelense.

Netanyahu também reagiu a alegações referentes à nomeação do extremista religioso Avi Maoz para o Ministério da Educação: “Maoz será incumbido apenas dos programas externos, que são cerca de um milésimo apenas do orçamento da pasta”.

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Netanyahu prometeu que Maoz “agirá sob diretrizes do primeiro-ministro e que o Ministério da Educação continuará a decidir a grade curricular”.

Gantz, de sua parte, acusou seu persistente adversário de “recortar e colar” ramos do governo, de modo a causar “caos institucional”.

Conforme o Jerusalem Post, o Ministro da Defesa acusou Netanyahu de prejudicar a capacidade do exército de combater o “terrorismo” e manter a lei e a ordem, com o único intuito de escapar das acusações de corrupção que enfrenta nos tribunais.

“Gostaria de dizer a meu substituto, quem quer que seja: se você tomar este cargo como mero presente, sua tarefa será desmantelar o aparato de segurança e as Forças de Defesa de Israel”, declarou Gantz em um evento político.

“Sob seu mandato, o exército do povo será desintegrado”, acrescentou o ministro “centrista” e ex-comandante máximo do exército ocupante. “Você será marcado com a marca de Caim e terá de carregar o fardo do caos na segurança. Será um Ministro da Defesa de segunda classe”.

Em resposta, o partido Likud – liderado por Netanyahu – ecoou o argumento do futuro premiê: “A Administração Civil é menos de um milésimo do Ministério da Defesa e permanecerá sendo parte dele”.

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