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O mundo caminha para confrontos que criam uma tensão sem precedentes, diz o presidente do Peru

Pedro Castillo assegurou que o seu país "reitera a ilegitimidade da intervenção da Federação Russa na Ucrânia , da mesma forma que condena a persistente ocupação por Israel dos territórios palestinos e árabes, desde 1967".

“A situação internacional é complexa, difícil e delicada. Os equilíbrios estratégicos estão mudando e nossos povos veem com preocupação a deterioração da paz, do meio ambiente e da situação econômica internacional. O mundo caminha perigosamente para situações de confronto e oposição de interesses, que estão criando uma séria tensão sem precedentes na história”, alertou o presidente do Peru nesta terça-feira (20) em seu discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Pedro Castillo assegurou que a paz exclui qualquer selectividade na aplicação da Carta das Nações Unidas .

“Todas as intervenções armadas violam a Carta. Não há boas ou más intervenções”, disse logo após destacar que o Peru reafirma sua firme posição de defesa do princípio da não agressão e do respeito à integridade territorial dos Estados.

Neste contexto, assegurou que o seu país “reitera a ilegitimidade da intervenção da Federação Russa na Ucrânia , da mesma forma que condena a persistente ocupação por Israel dos territórios palestinos e árabes, desde 1967”.

Da mesma forma, destacou que “ todo tipo de sanções que não as aprovadas pelo Conselho de Segurança são ilegítimas e contrárias ao direito internacional ” como parte de suas ações para preservar a paz e a segurança. E acrescentou que qualquer outro tipo de sanção unilateral é “ilegítimo e contrário ao direito internacional, incluindo sanções econômicas”.

Cessar-fogo na Ucrânia

A seguir, indicou que, uma vez produzidas as guerras agressivas, a comunidade internacional deve trabalhar pelo cessar-fogo e pela solução dos conflitos por meios pacíficos.

“Não devemos encorajar conflitos. Devemos fazer da paz a nossa missão. Por esse motivo, o Peru reitera mais uma vez a necessidade de um cessar-fogo na Ucrânia, de aumentar a proteção da sociedade civil afetada pelo conflito e de iniciar as negociações para encontrar uma solução pacífica, incluindo os interesses de todas as partes.

No caso da Palestina, Castillo destacou que também é essencial  que a comunidade internacional assuma suas responsabilidades “de uma vez por todas” e promova negociações de paz  para encontrar uma solução baseada no reconhecimento de dois Estados.

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Ele então anunciou a abertura de uma representação diplomática de seu país na Palestina.

Castillo também destacou que é essencial dar um salto para fortalecer e ampliar as operações de paz das Nações Unidas e destacou que a recente Conferência de Lima decidiu justamente criar a Rede Latino-Americana e do Caribe de cooperação em operações de paz dá paz

Soldados de paz peruanos que serviram na antiga Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) participam da cerimônia do desfile de medalhas da ONU em Porto Príncipe. [Logan Abassi/ONU]

A paz não é quebrada apenas pela ação armada

O presidente peruano salientou que “a paz não se rompe apenas com a ação armada” e lembrou que, como aponta o preâmbulo da Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): a  guerra nasce na mente dos homens  e está na mente dos homens que as defesas da paz devem ser erguidas.

Castillo explicou então que “construir os valores da paz na mente dos homens significa respeitar os outros, proteger os direitos humanos, não explorar os mais fracos, promover o diálogo e a resolução pacífica de disputas (…) racismo, intolerância, xenofobia, racismo e anti-semitismo. A paz supõe a consciência de um destino comum da humanidade”.

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Publicado originalmente em ONU News

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