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Para ministro da Jordânia, práticas ilegais israelenses levam a realidade ‘feia’

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, fala durante uma entrevista coletiva com seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al-Saud após seu encontro na capital da Jordânia, Amã, em 3 de janeiro de 2022 [Khalil Mazraawi/AFP)

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia disse ontem que as práticas israelenses nos territórios palestinos ocupados levam à realidade “feia” no terreno, informou a Agência Anadolu. Ayman Al-Safadi fez seu comentário durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, quandi alertou que não há soluções de paz no horizonte para o conflito Israel-Palestina.

“Devemos olhar para as fontes de ameaça na região e a continuação das crises, começando com a questão palestina”, disse ele. A “realidade de um Estado” não é a resposta, pois consolida o status quo e acaba resultando no “apartheid”, que foi confirmado por várias organizações internacionais de direitos humanos.

“Não há horizonte político para resolver o conflito Palestina-Israel”, disse o funcionário jordaniano. “Há consolidação da ocupação com a construção de assentamentos, confisco de terras e despejo de pessoas de suas casas.”

Al-Safadi destacou que representa um país que assinou um tratado de paz com Israel há 27 anos. “Então, quando falamos, falamos com credibilidade como pacificadores e dizemos isso aos israelenses franca e abertamente. O mundo inteiro deve agir com consistência em todas as questões: o que se aplica à Ucrânia deve se aplicar à Palestina, à África e à Europa e a todos os lugares. A ordem internacional deve ser aplicada igualmente.”

Ele também renovou a condenação da Jordânia ao assassinato da jornalista palestina da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, observando que testemunhas oculares relataram que ela foi morta a tiros pelas forças de ocupação israelenses. Ele reiterou a importância de lançar uma investigação internacional para responsabilizar os autores.

Para encerrar, Al-Safadi também denunciou o atentado ao funeral do jornalista. “Em que mundo esse comportamento desumano horrível pode ser cometido sem responsabilidade?”, ele perguntou.

LEIA: O martírio e a imortalidade da Voz da Palestina

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