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Israel planeja conectar postos coloniais a rede de energia elétrica

13 de abril de 2022, às 16h21

Postos coloniais no assentamento ilegal de Revava, perto da aldeia de Hares, na Cisjordânia ocupada, em 17 de janeiro de 2017 [Jaafar Ashtiyeh/AFP via Getty Images]

A Procuradoria Geral de Israel deferiu um controverso projeto de lei para permitir que postos coloniais na Cisjordânia ocupada sejam conectados à rede de eletricidade do estado sionista.

Segundo a vice-procuradora Carmit Yulis, os postos coloniais construídos em “terras públicas” serão integrados ao sistema elétrico, com exceção daqueles estabelecidos em propriedades privadas palestinas, reportou o jornal israelense Haaretz.

Yulis prometeu a mesma consideração às comunidades palestinas na chamada Área C da Cisjordânia, isto é, sob controle militar e administrativo de Israel. Porém, fontes políticas sugerem que o número de aldeias palestinas a serem consideradas é muito menor que o número de assentamentos ilegais.

O Ministro da Justiça de Israel Gideon Sa’ar celebrou a iniciativa no Twitter: “Agradeço a posição da vice-procuradora Carmit Yulis, que nos permite conectar os lares nos assentamentos jovens à rede de energia elétrica”.

“Trata-se de um passo importante para os cidadãos de Israel nos novos assentamentos; tenho esperanças de que esforços completos sejam aprovados dentro de um período razoável, após governos no passado se recusarem a abordar a matéria”, acrescentou Sa’ar.

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Os postos ilegais a serem integrados à infraestrutura central possuem “horizonte regulatório”, como é designada a possibilidade de legalização e anexação formal pelo governo israelense.

Há mais de 700 mil colonos israelenses radicados em assentamentos ilegais nas terras ocupadas da Cisjordânia e Jerusalém, segundo informações da agência de notícias Wafa.

Todos os assentamentos são ilegais sob a lei internacional. Os chamados “postos avançados” são ilegais tanto sob a lei internacional quanto sob a lei doméstica de Israel.

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