A Procuradoria Geral de Israel deferiu um controverso projeto de lei para permitir que postos coloniais na Cisjordânia ocupada sejam conectados à rede de eletricidade do estado sionista.
Segundo a vice-procuradora Carmit Yulis, os postos coloniais construídos em “terras públicas” serão integrados ao sistema elétrico, com exceção daqueles estabelecidos em propriedades privadas palestinas, reportou o jornal israelense Haaretz.
Yulis prometeu a mesma consideração às comunidades palestinas na chamada Área C da Cisjordânia, isto é, sob controle militar e administrativo de Israel. Porém, fontes políticas sugerem que o número de aldeias palestinas a serem consideradas é muito menor que o número de assentamentos ilegais.
O Ministro da Justiça de Israel Gideon Sa’ar celebrou a iniciativa no Twitter: “Agradeço a posição da vice-procuradora Carmit Yulis, que nos permite conectar os lares nos assentamentos jovens à rede de energia elétrica”.
“Trata-se de um passo importante para os cidadãos de Israel nos novos assentamentos; tenho esperanças de que esforços completos sejam aprovados dentro de um período razoável, após governos no passado se recusarem a abordar a matéria”, acrescentou Sa’ar.
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Os postos ilegais a serem integrados à infraestrutura central possuem “horizonte regulatório”, como é designada a possibilidade de legalização e anexação formal pelo governo israelense.
Há mais de 700 mil colonos israelenses radicados em assentamentos ilegais nas terras ocupadas da Cisjordânia e Jerusalém, segundo informações da agência de notícias Wafa.
Todos os assentamentos são ilegais sob a lei internacional. Os chamados “postos avançados” são ilegais tanto sob a lei internacional quanto sob a lei doméstica de Israel.
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