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Chefe da ONU condena escalada militar no Iêmen

Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres durante coletiva de imprensa no Conselho de Segurança, em Nova York, 14 de março de 2022 [Tayfun Coşkun/Agência Anadolu]

O Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres condenou veementemente a escalada militar entre rebeldes houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.

Stephane Dujarric, porta-voz de Guterres, reafirmou em nota que ataques aéreos danificaram um complexo residencial da ONU na capital iemenita Sanaa. Além disso, criticou bombardeios contra o porto de Hudaydah, que “fornece uma linha humanitária à população”.

Dujarric instou as partes em confronto a “exercer máximo comedimento, desescalar de imediato, cessar hostilidades e engajar-se construtivamente … para reduzir a violência”.

Na sexta-feira (25), houthis dispararam drones armados e mísseis contra instalações de energia na Arábia Saudita. A coalizão respondeu com uma operação militar contra localidades mantidas pelos rebeldes em Sanaa e Hudaydah.

O Iêmen é assolado pela guerra desde 2014, quando os houthis destituíram o presidente Abdrabbuh Mansour Hadi e tomaram grande parte do território, incluindo Sanaa. No ano seguinte, a coalizão saudita interveio no país para restaurar o regime aliado

Os oito anos de conflito criaram uma das piores crises humanitárias da história moderna. Cerca de 80% da população, ou 30 milhões de pessoas, dependem de assistência para sobreviver. Treze milhões de pessoas estão sob ameaça da fome, segundo estimativas da ONU.

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