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Estudantes de todo o mundo reivindicam desinvestimento acadêmico de Israel

Protesto por sanções acadêmicas contra Israel [@jncatron/Twitter]

Nesta quarta-feira (23), estudantes de 70 universidades em todo o mundo realizam atos nos campi e encaminham e-mails a suas respectivas reitorias para urgir a retirada de parcerias e investimentos com empresas cúmplices do apartheid israelense.

O protesto concentra-se sobretudo em companhias como Rolls-Royce, BAE, HP e Booking.com.

A Rolls-Royce e BAE produzem armamentos utilizados contra a Faixa de Gaza sitiada; a HP fornece tecnologia aos checkpoints israelenses; a Booking.com promove hospedagem nos assentamentos ilegais instalados nas terras palestinas ocupadas.

“Como nosso reitor pode pensar que é aceitável investir recursos em empresas envolvidas em crimes de guerra?”, relatou Manal da Universidade de Nottingham. “Há muita conversa sobre ‘descolonização’, mas precisamos ver alguma mudança concreta”.

Sima comentou: “Como estudantes de Warnick, estamos estarrecidos que o dinheiro deste campus seja destinado a manutenção do estado do apartheid. Instamos a nosso reitor para desinvestir dessas companhias sem qualquer hesitação”.

Nesta semana, mais de 25 acadêmicos influentes assinaram uma carta aberta a universidades de todo o mundo para desinvestir de Israel em favor dos palestinos que vivem sob apartheid.

Entre os signatários, estão os professores Gilbert Achcar e Dina Matar, da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS); Ilan Pappé, da Universidade de Exeter; Robin D. G. Kelley, da Universidade de Los Angeles, Califórnia (UCLA); Emerita Caroline Rooney, da Universidade de Kent; e Mohamed El-Gomati, da Universidade de York.

Shamiul Joarder, diretor de relações públicas da Friends of al-Aqsa (FOA), reiterou: “O governo [britânico] tenta hoje reprimir nossa liberdade de boicote, desinvestimento e sanções. Todavia, a campanha #Divest4Palestine mostra que estudantes, acadêmicos e todo o público expressam cada vez mais sua insatisfação com os crimes de guerra e de apartheid israelenses”.

A ação internacional será reunida sob a hashtag #Divest4Palestine nas redes sociais.

LEIA: Acadêmicos proeminentes assinam carta aberta a universidades em todo o mundo para desinvestir pela Palestina

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