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Líderes latino-americanos pedem paz na Ucrânia

Tanques das forças ucranianas movem-se após a operação militar da Rússia em 24 de fevereiro de 2022, em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, Ucrânia [Wolfgang Schwan/Agência Anadolu]

Líderes de países da América Latina manifestaram preocupação diante do início da guerra da Rússia na Ucrânia nesta quinta-feira (24) e clamaram por soluções políticas. Enquanto presidentes da Colômbia, México, Argentina, Peru e Chile condenaram o uso da força pela Russia,  os presidentes da Venezuela, Cuba e Nicarágua expressaram apoio à operação de Vladimir Putin contra a tentativa de avanço da OTAN sobre o Leste Europeu, através da Ucrânia. O presidente brasileiro, que visitou a Russia em fevereiro, não se pronunciou, deixando o assunto para o vice-presidente e o Itamaraty.  As posições latino-americanas foram divulgadas pela agência interacional Anadolu.

“Estes eventos ameaçam a soberania da Ucrânia e colocam em risco a vida de milhares de pessoas”, escreveu no Twitter o presidente colombiano Ivan Duque. “Rejeitamos a guerra e nos unimos às vozes que pedem a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia”.

O presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, também condenou as ações da Rússia e apelou pela paz.

“Continuaremos a promover o diálogo, o não uso da força e nenhuma invasão”. Não somos a favor de nenhuma guerra”, disse Lopez Obrador em uma coletiva de imprensa diária. “O México é um país que sempre foi a favor da paz”.

O ministro mexicano das Relações Exteriores Marcelo Ebrard também “rejeitou o uso da força” e “reiterou seu apelo por uma solução política para o conflito na Ucrânia”.

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“Trabalhamos com outros países para buscar o diálogo”, disse ele.

A Argentina instou a Rússia a “cessar as ações militares” e o Peru rejeitou o uso da força.

O presidente eleito Gabriel Boric postou no Twitter que o Chile “condena a invasão da Ucrânia, a violação de sua soberania e o uso ilegítimo da força”.

“Nossa solidariedade será com as vítimas e nossos humildes esforços pela paz”, disse ele.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro não se pronunciou, mas o vice-presidente Hamilton Mourão condenou a operação e exortou a uma solução diplomática.

“O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, afirmou Mourão.

O Presidente Jair Bolsonaro encontrou-se recentemente com o Presidente russo Vladimir Putin durante uma viagem oficial a Moscou. Ao lado de Putin, Bolsonaro disse ser solidário à Rússia, sem especificar a que se referia sua solidariedade.

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No fim da manhã desta quinta, o Palácio do Itamaraty publicou uma nota em que diz que o Brasil “apela” para o fim das hostilidades na Ucrânia.

“O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

A Rússia tem recebido apoio de outros países, incluindo Venezuela, Cuba e Nicarágua, que têm estreitos laços econômicos com Moscou.

O presidente venezuelano Nicolas Maduro apoiou oficialmente a Rússia.

“A Venezuela anuncia seu total apoio ao Presidente Vladimir Putin na defesa da paz da Rússia”, disse Maduro na quarta-feira durante uma reunião com ministros que foi transmitida pela televisão. “A Venezuela está com Putin, com a Rússia, com as causas corajosas e justas do mundo, e nós vamos fortalecer cada vez mais nossa aliança”, disse ele.

Cuba criticou os EUA por impor “a expansão progressiva da OTAN em direção às fronteiras da Federação Russa”.

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“O governo dos EUA há semanas vem ameaçando a Rússia e manipulando a comunidade internacional sobre os perigos de uma ‘iminente invasão maciça’ da Ucrânia”, disse o Ministério das Relações Exteriores cubano na quarta-feira. “Ele forneceu armas e tecnologia militar, enviou tropas para vários países da região, aplicou sanções unilaterais e injustas, e ameaçou outras represálias. Em paralelo, desencadeou uma campanha de propaganda antirrussa”.

 

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