Nasser Al-Qudwa, ex-membro do Comitê Central do Fattah e sobrinho do falecido líder palestino Yasser Arafat, destacou nesta segunda-feira (21) que a revogação de seu passaporte diplomático não altera em nada sua posição na política nacional, reportou a rede Quds Press.
O governo em Ramallah decidiu despojá-lo de seu passaporte diplomático, após uma série de comentários críticos a Mahmoud Abbas — que acumula a presidência da Autoridade Palestina (AP), da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e do partido Fatah.
“O que aconteceu é uma clara violação da lei nacional, que me garante o direito de possuir um passaporte diplomático como ex-chanceler e ex-embaixador pelos próximos 20 anos”, afirmou.
Al-Qudwa acusou Abbas de monopolizar a Autoridade Palestina e suas principais instituições, ao agir arbitrariamente “sem ser monitorado ou sequer questionado”.
Al-Qudwa, porém, alegou não ter intenções de registrar uma queixa legal contra o governo palestino, dado que o judiciário deve pender a favor de Abbas. “Ter um passaporte comum como qualquer outro palestino não é nenhum desastre”, concluiu.
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