Na última semana, a França aprovou um projeto de lei reconhecendo cidadãos argelinos que lutaram ao lado da metrópole durante a Guerra de Independência do território norte-africano, abrindo as portas para uma eventual indenização às famílias.
Até 200 mil harkis — argelinos muçulmanos — lutaram por Paris entre 1954 e 1962. No entanto, foram posteriormente abandonados pelo governo europeu, apesar de promessas de integração e bem-estar. Muitos harkis sofreram massacres em seu país natal.
Agora, não obstante, veteranos de guerra e seus descendentes podem solicitar indenização pela maneira com a qual foram tratados.
Em 20 de setembro, o presidente Emmanuel Macron pediu “perdão” a representantes harkis, durante discurso no qual reconheceu seu “abandono” após a assinatura do Acordo de Évian, em 18 de março de 1962.
LEIA: Argélia condena ataque a escultura de figura histórica na França
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