Nesta terça-feira (8), Kobi Shabtain, comandante da polícia israelense, abreviou sua visita oficial aos Emirados Árabes Unidos (EAU) e retornou a Tel Aviv para acompanhar as informações sobre o uso ilegal do spyware Pegasus, segundo a imprensa local.
Uma reportagem investigativa constatou recentemente o uso ilícito do aplicativo espião por forças policiais israelenses contra seus próprios cidadãos, incluindo opositores do ex-premiê Benjamin Netanyahu e outras figuras públicas.
“Diante das recentes publicações e a fim de observar de perto os acontecimentos, o comissário decidiu abreviar sua visita”, confirmou a polícia em comunicado, ao reafirmar que Shabtai apoia o inquérito judicial e que a instituição “não tem nada a esconder do público”.
A polícia nega qualquer infração e insiste que não há evidência de atividades ilegais. O retorno antecipado de Shabtai, no entanto, reflete a gravidade das acusações.
Devido ao escândalo, o julgamento de Netanyahu por corrupção foi adiado, aguardando resposta da promotoria pública sobre as alegações de hackeamento contra ativistas civis.
LEIA: Polícia e promotores de Israel trocam acusações sobre investigação de spyware
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