O movimento Ennahda da Tunísia anunciou ontem que abrirá um processo contra um ativista político por “incitar” a violência contra os membros do movimento.
Mais cedo nesta terça-feira, o ativista Abdulaziz Al-Mazoughi disse, durante um programa transmitido pela privada Shems FM: “Estou pronto para me sacrificar e não receber dez meses de salário. O importante é se livrar do Islã político”, em referência ao movimento Ennahda.
“Devemos lutar um pouco. Estou pronto para lutar com dinheiro, com balas e com qualquer coisa até removê-los”, acrescentou.
Em seu comunicado, o Ennahda disse que “total responsabilidade pela violência que pode afetar os líderes e apoiadores do partido como resultado desse incitamento” recai sobre Al-Mazoughi.
O movimento também condenou o silêncio da Comissão de Comunicação Audiovisual – que fiscaliza as normas – sobre todos os discursos de violência, ódio e incitação contra o partido, seus dirigentes e apoiadores em diversos programas de televisão e rádio.
LEIA: Homem é preso na Tunísia por ‘insultar’ presidente nas redes sociais
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