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Refugiados palestinos no Líbano entram em greve geral

Refugiados palestinos durante protesto em solidariedade à Faixa de Gaza, no campo de refugiados de Ain al-Hilweh, em Sidon, Líbano, 30 de maio de 2021 [Ali Hankir/Agência Anadolu]

Nesta segunda-feira (17), residentes palestinos no Líbano entraram em greve geral para protestar contra a inação da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) sobre a propagação da variante ômicron nos campos de refugiados.

Fatah Sharif, presidente do Sindicato dos Professores, culpou a UNRWA pela crise de saúde nos campos. Em comentário concedido à rede Quds Press, Sharif descreveu a falta de uma resposta adequada como “assassino silencioso” e acusou a agência de omitir dados e fatos.

“Há uma absoluta falta de folhetos informativos, estatísticas sobre pessoas infectadas e dados de contato com professores e estudantes”, acrescentou Sharif. Segundo o líder sindical, a UNRWA é “cúmplice nos ataques à segurança sanitária” dos residentes palestinos.

Sharif exortou os palestinos a exercer pressão ou influência para uma intervenção urgente.

Hussam Abu Zeiter, do campo de refugiados de Ain al-Hilweh, reiterou: “A UNRWA deve assumir medidas preventivas para preservar a saúde e segurança dos estudantes e suas famílias … Deve também suprir profissionais para cobrir professores doentes ou em quarentena”.

Os refugiados palestinos no Líbano vivem em 12 campos registrados pelas Nações Unidas, além de diversas “comunidades” não-registradas em todo o território. Sofrem da crise social e humanitária que agravou-se com o colapso fiscal e os impasses políticos que assolam o país.

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