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Excluir grupos pró-Teerã do governo iraquiano pode incitar guerra civil, alertam analistas

Apoiadores do clérigo xiita Muqtada al-Sadr comemoram a vitória eleitoral de sua coligação política, na praça Tahrir, em Bagdá, capital do Iraque, 11 de outubro de 2021 [Ayman Yaqoob/Agência Anadolu]

Muqtada Al-Sadr, clérigo xiita cujo partido conquistou a maioria dos assentos nas últimas eleições legislativas no Iraque, deve descartar grupos políticos pró-Teerã de seu governo, conforme analistas, o que pode culminar em consequências catastróficas.

Segundo reportagem do jornal online Rai Al-Youm, pesquisadores e comentaristas observaram que excluir tais grupos ao compor um governo de sadristas, sunitas e curdos pode desmantelar a maioria política xiita predominante no país.

Dado que grupos pró-Teerã são pesadamente armados, os analistas explicaram que apartá-los do poder pode incitar uma guerra civil, devido a divergências políticas em âmbito regional e internacional. Tais grupos consideram sadristas, sunitas e curdos como aliados da ocupação militar dos Estados Unidos.

Desde a deposição do ditador iraquiano Saddam Hussein, xiitas pró-Teerã dominam as forças paramilitares, sob pretexto da luta anti-imperialista. No entanto, executaram diversos massacres contra a população sunita, incluindo em represália a ataques conduzidos por terroristas do Estado Islâmico (Daesh).

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Segundo analistas, o presidente do parlamento escolhido por Sadr é contestado pelo campo pró-Teerã. A escolha tem ainda de ser oficializada pela câmara; todavia, deve obter apoio da vasta maioria, incluindo sunitas e curdos.

Na última semana, Sadr confirmou em nota que seu partido planeja constituir um governo de maioria. Riyadh Massoudi, um dos líderes do bloco sadrista, acrescentou: “Sejamos realistas … perdedores não compõem o governo”.

“Há uma frente sólida que abarca todos os sadristas e sunitas, assim como a maior parte dos curdos e muitos independentes”, reafirmou Massoudi. “Juntos, são capazes de constituir um governo em um curto período de tempo”.

O jurista Ahmed Younis elucidou: “Os sadristas vão adiante com um governo de maioria nacional. A oposição alerta que isso levará à perda da hegemonia xiita no futuro”.

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