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Sindicato Geral dos Trabalhadores da Tunísia alerta para greves em 80% dos setores

Manifestantes se reúnem para convocar a União Geral do Trabalho da Tunísia (UGTT) para realizar uma manifestação exigindo que os ministérios cumpram suas promessas de reforma para a região de Kairouan, Túnis, em 3 de dezembro de 2020 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]

A União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT, na sigla em inglês) alertou, na quarta-feira, que as greves no país aumentariam para incluir “mais de 80 por cento [dos setores] na ausência de diálogo social”, informou a Agência Anadolu.

O secretário-geral adjunto e porta-voz da UGTT, Sami Tahiri, disse em comentários à Shems FM: “Estamos à frente de um clima social tenso e alcançaremos mais de 80 por cento das greves… depois que o governo de Najla Bouden estabeleceu condições para as negociações com os sindicatos, o que levou ao rompimento do diálogo com diversos setores”.

Tahiri explicou que “vários setores entraram em greves aleatórias, devido à interrupção do diálogo social”.

“Todas as sessões de negociação que aconteceram no Ministério dos Assuntos Sociais falharam”, acrescentou.

Em 9 de dezembro, o governo emitiu uma diretriz exigindo que as instituições estatais obtivessem permissão prévia do primeiro-ministro antes de negociar com os sindicatos, o que levou a UGTT a convocar greves.

Na terça-feira, o primeiro-ministro disse que a diretiva visa “coordenar ministérios, instituições e estabelecimentos governamentais, por um lado, e o governo, por outro” e não impedir o funcionamento dos sindicatos, o que é garantido por lei.

LEIA: ONU manifesta preocupação sobre direitos humanos na Tunísia

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