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Egito sentencia à prisão cinco ativistas pró-democracia

Zyad El-Elaimy [DMagdy92/Twitter]

A Corte de Segurança Pública do Egito condenou nesta quarta-feira (17) cinco ativistas pró-democracia a penas que variam de três a cinco anos de prisão, ao acusá-los de “propagar notícias falsas” e “prejudicar a ordem pública”.

Ikram Yousef, mãe de um dos prisioneiros, confirmou a sentença de cinco anos de prisão.

Seu filho, o advogado Zyad el-Elaimy foi eleito ao parlamento após a revolução popular de janeiro de 2011, que destituiu o longevo ditador Hosni Mubarak.

A corte condenou também os jornalistas Hisham Fuad e Hossam Moniss a quatro anos de prisão. Muhammad al-Bahnasi e Hussam Abdel Nasser receberam três anos.

Não cabe recurso a suas sentenças.

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Em 2020, um juiz determinou um ano de prisão contra el-Elaimy, por acusações similares.

Philip Luther, diretor de direito e pesquisa da Anistia Internacional para Norte da África e Oriente Médio, contestou o encarceramento dos ativistas e políticos em questão. Ainda assim, reiterou, foram condenados por críticas legítimas às autoridades.

Membros da Aliança da Esperança, coalizão política pela qual os ativistas pretendiam concorrer nas eleições legislativas, antes de serem detidos, sofrem “prisões arbitrárias, tortura, desaparecimento e intimidação” nas mãos do regime, destacou Luther.

O representante da Anistia Internacional conclamou então o presidente e general Abdel Fattah el-Sisi a “libertar [os ativistas] imediata e incondicionalmente”.

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