Nesta terça-feira (2), a Corte de Assuntos Econômicos do Egito emitiu uma decisão final para revogar o congelamento de recursos contra Alaa e Gamal Mubarak, após serem inocentados de crimes de especulação financeira, no último ano.
A decisão favorece ambos os herdeiros do ex-ditador Hosni Mubarak — além da esposa de Gamal, Khadiga el-Gammal, e seus filhos, Mahmoud e Farida.
Em 2012, o judiciário congelou os ativos da família, por manipular o mercado de ações e apropriar-se de US$130 milhões durante a venda de um banco estatal, quatro anos antes do levante popular que encerrou três décadas de regime autoritário.
Alaa, Gamal e sete outros réus foram indiciados por lucrar ilegalmente do processo de venda do Banco al-Watany ao Banco Nacional do Kuwait, em 2007.
Em fevereiro de 2020, o Tribunal Penal do Cairo absolveu os acusados.
Não cabe recurso à decisão da Corte de Assuntos Econômicos.
LEIA: Anistia pede fim dos ‘tribunais de emergência’ no Egito
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