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Israel abre licitação para a construção de 1.355 novas unidades de assentamento

25 de outubro de 2021, às 13h01

Uma visão geral mostra um assentamento israelense ilegal na cidade de Nablus, na Cisjordânia, em 18 de outubro de 2020 [Shadi Jarar’ah/ApaImages]

O governo de ocupação israelense abriu licitações para a construção de 1.355 novas unidades nos assentamentos ilegais somente de judeus na Cisjordânia ocupada, noticiou ontem a mídia local.

Antes, 1.300 unidades de assentamentos já haviam sido aprovadas para construção pelos diferentes órgãos governamentais no estado de ocupação, sendo o primeiro anúncio deste tipo desde que o presidente americano Joe Biden tomou posse.

“Tal como prometemos, estamos agora seguindo adiante”, disse ontem o Ministro da Construção e Habitação Ze’ev Elkin. “O fortalecimento e ampliação dos assentamentos na Judéia e Samaria é uma parte necessária e muito importante do empreendimento sionista”, acrescentou ele usando o nome israelense para a Cisjordânia ocupada. Elkin disse que ele deu as boas-vindas ao avanço da construção “após um longo período de estagnação na construção”.

O plano afirmava que 729 unidades serão construídas no assentamento de Ariel, 324 no assentamento de Beit El, 102 no assentamento de Elkana, e o restante será construído nos assentamentos de Geva Binyamin, Immanuel, Karnei Shomron e Betar Illit. Todos os assentamentos são ilegais sob o direito internacional.

De acordo com a mídia israelense, o orçamento do plano será de 224 milhões de shekels (quase US$ 70 milhões).

O ministério de Elkin também disse que planeja duplicar a população dos colonos, que atualmente é de cerca de 6.400 colonos, no Vale do Jordão até 2026, e que eles anunciarão 1.500 unidades habitacionais na área, informou Haaretz.

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Enquanto isso, um comitê da Administração Civil de Israel na Cisjordânia se reunirá na quarta-feira para possivelmente aprovar planos para cerca de 3.100 unidades de assentamento também na Cisjordânia ocupada.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, disse que seu país está “preocupado” com a mudança, acrescentando que é ” crucial que Israel e a Autoridade Palestina se abstenham de medidas unilaterais que exacerbem a tensão e reduzam os esforços para avançar uma solução negociada de dois Estados”.