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Rússia concorda em não impedir ataques de Israel na Síria

Aviões de combate da força aérea israelense, em 23 de abril de 2015 [Minuzig/Wikipedia]
Aviões de combate da força aérea israelense, em 23 de abril de 2015 [Minuzig/Wikipedia]

Durante a reunião entre o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, e o presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi na sexta-feira, o último concordou em deixar Israel continuar seus ataques na Síria, informou a mídia israelense.

O ministro da Habitação, Ze’ev Elkin, confirmou que os dois funcionários concordaram em continuar a implementar o mecanismo de deconflição que funciona para evitar que as forças israelenses e russas entrem em confronto na Síria.

Houve conversas “muito amplas” sobre a situação na Síria com o objetivo de “salvaguardar o mecanismo de coordenação”, compartilhou Elkin em um comunicado.

De acordo com o The Times of Israel, Elkin disse que Bennett “apresentou sua visão de mundo sobre as maneiras de impedir o avanço nuclear do Irã e o entrincheiramento do Irã na Síria. Foi decidido manter as políticas em relação à Rússia (em relação aos ataques aéreos em território sírio)”.

“A Rússia é um jogador muito importante em nossa região, uma espécie de vizinha para nós no norte”, postou Bennett no Facebook após a reunião, referindo-se à grande presença militar da Rússia na Síria.

“Como tal, nosso relacionamento com a Rússia é estratégico, mas também em uma base quase diária, e precisamos manter esse discurso direto e íntimo”, acrescentou Bennett.

LEIA: Presidente da Rússia realiza primeira reunião com o primeiro-ministro de Israel

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