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Dois ministérios argelinos acabam com o uso do francês nas correspondências oficiais

O presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune (dir.), se encontra com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, na capital, Argel, em 21 de janeiro de 2020 [Ryad Kramdi/AFP via Getty Images]
O presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune (dir.), se encontra com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, na capital, Argel, em 21 de janeiro de 2020 [Ryad Kramdi/AFP via Getty Images]

Dois ministérios argelinos decidiram encerrar o uso da língua francesa na correspondência oficial devido às crescentes tensões entre Argel e Paris, relatou a Agência Anadolu.

Na quinta-feira, o Ministério da Formação Profissional argelino publicou uma circular em nome do ministro, Yassin Merapi, solicitando aos funcionários que usassem a língua árabe em suas correspondências oficiais.

“Atribuo a maior importância à estrita implementação desta circular”, acrescentou Merapi.

Da mesma forma, o ministro da Juventude e Esportes, Abdel Razzaq Sabbak, também ordenou o uso do árabe nas correspondências internas do ministério a partir de novembro.

Com exceção do Ministério da Defesa, todos os ministérios argelinos usam o francês em suas correspondências e declarações, embora a Constituição do país estipule que o árabe seja a primeira língua nacional e oficial, seguido pelo amazigh/berbere.

As decisões dos dois ministérios foram tomadas à luz da crise em curso entre a Argélia e a França, após declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que foram consideradas por muitos argelinos como um insulto.

A Argélia respondeu chamando de volta seu embaixador em Paris e proibiu aeronaves militares francesas de usarem o espaço aéreo argelino em 3 de outubro.

Na semana passada, o presidente francês, Emmanuel Macron, acusou as autoridades argelinas de alimentar o ódio contra a França.

O uso do francês se espalhou na Argélia ao longo de 132 anos de domínio colonial da França entre 1830 e 1962.

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