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Banco Mundial: Fluxos financeiros para a Tunísia diminuíram em 26%, em meio a aumento da dívida

Sede do Banco Mundial, 8 de maio de 2007, em Washington, DC [Win McNamee/Getty Images]

Na terça-feira, 12 de outubro de 2021, o Banco Mundial disse que os governos de todo o mundo responderam à pandemia da covid-19 lançando enormes pacotes de estímulo fiscal, monetário e tributário.

O Banco Mundial indicou que, enquanto estas medidas visavam lidar com a emergência sanitária e mitigar o impacto da pandemia nos grupos mais pobres e necessitados, e colocar os países no caminho da recuperação, o ônus da dívida decorrente dela nos países de baixa renda no mundo aumentou 12%, para atingir um nível recorde de 860 bilhões de dólares em 2020.

Neste contexto, o Banco Mundial destacou que os fluxos financeiros externos para a Tunísia diminuíram, em geral, em 26% em relação ao nível de 2019 para atingir US$ 600 milhões, devido ao forte declínio nos investimentos nos setores de serviços-turismo, em particular – além do aumento da dívida externa total da Tunísia para US$ 41,038 bilhões, equivalente a 118 bilhões de dinares, durante 2020.

Os números foram apresentados no novo relatório, emitido na terça-feira pelo Banco Mundial, sob o título ” Estatísticas da Dívida Internacional 2022″, uma publicação anual que o Banco Mundial emite que inclui estatísticas e análises da dívida externa para os 123 países de baixa e média renda que se reportam ao sistema de informação da dívida do Banco.

O Banco também destacou que muitos países de baixa e média renda já estavam em uma situação frágil em 2020 antes do início da pandemia, vendo o abrandamento do crescimento econômico e a chegada da dívida pública e externa a níveis elevados e que os estoques da dívida externa dos países de baixa e média renda juntos aumentaram 5,3% em 2020 para atingir US$ 8,7 trilhões.

O relatório observou que uma abordagem abrangente da gestão da dívida é necessária para ajudar os países de baixa e média renda a avaliar e reduzir os riscos e levar a dívida a níveis sustentáveis.

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Comentando sobre isto, David Malpass, Presidente do Grupo do Banco Mundial, disse: “Precisamos de uma abordagem abrangente para lidar com o problema da dívida, incluindo a redução da dívida, a aceleração da reestruturação e a melhoria da transparência. Manter os níveis da dívida dentro de limites sustentáveis é essencial para a recuperação da economia e para a redução da pobreza”.

O relatório mostra ainda que o declínio dos indicadores da dívida tem sido generalizado, afetando países de todas as regiões. O relatório também mostrou que o aumento do endividamento externo em todos os países de baixa e média renda excedeu a renda nacional total e o crescimento das exportações.

Acrescentou que a relação entre a dívida externa e a renda nacional total dos países de baixa e média renda (excluindo a China) aumentou de 37% em 2019 para 42% em 2020 e que a relação entre suas dívidas e exportações subiu para 154% em 2020, em comparação com 126% em 2019.

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