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Biden não está dizendo a verdade ao Congresso, acusa ministro da Turquia

Soldados turcos montam guarda durante uma patrulha conjunta russo-turca na zona rural oriental da cidade de Darbasiyah, perto da fronteira com a Turquia, na província de Hasakah, no nordeste da Síria, em 7 de dezembro de 2020 [Delil Souleiman/AFP via Getty Images]
Soldados turcos montam guarda durante uma patrulha conjunta russo-turca na zona rural oriental da cidade de Darbasiyah, perto da fronteira com a Turquia, na província de Hasakah, no nordeste da Síria, em 7 de dezembro de 2020 [Delil Souleiman/AFP via Getty Images]

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, acusou o governo Biden de não dizer a verdade ao Congresso e ao povo americano, ao estender a ordem executiva de emergência nacional na Síria.

Na quinta-feira, os EUA prorrogaram sua ordem de estado de emergência – emitida em 2019 quando a Turquia lançou uma operação militar no norte da Síria – por mais um ano. Em uma carta emitida naquele dia pelo governo Biden, que parecia notavelmente semelhante à emitida pelo governo Trump há dois anos, afirmou que a presença militar da Turquia e as atividades no norte da Síria representam uma ameaça à segurança nacional.

Cavusoglu reagiu durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo venezuelano, Felix Plasencia, no sábado, afirmando que “em vez de culpar a Turquia, os EUA deveriam abandonar suas próprias políticas erradas e deveriam ser mais honestos com o povo americano e seu Congresso”.

Çavuşoğlu observou as semelhanças da carta com a administração Trump, chamando-a de um esforço de “copiar e colar”. Ele disse que o motivo da renovação do decreto “é a cooperação dos EUA com a organização terrorista YPG, que os EUA levam muito a sério”.

Desde 2015, Washington tem apoiado e armado milícias curdas na Síria, como as Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em inglês) e as Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês). Esse apoio há muito irrita Ancara, que considera essas milícias como ramos sírios da organização terrorista designada, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em inglês).

Os EUA continuam a insistir, entretanto, que apoiam as milícias com o propósito de combater elementos do Daesh dentro da Síria, onde células dispersas do grupo terrorista continuam persistindo.

Cavusoglu nega essas afirmações, porém, salientando que “nós [a Turquia] sabemos muito bem que o propósito de estar aqui não é lutar contra o Daesh […] lutamos contra o Daesh. Na OTAN e no mundo, o único exército que está lutando contra ele é o nosso exército”.

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