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Mais de 20.000 migrantes morreram afogados no Mediterrâneo desde 2014, segundo Comissão Europeia

"Jardin d'Afrique", ou Jardim da África, um cemitério no sul da Tunísia para migrantes que morreram afogados cruzando o Mediterrâneo na esperança de uma vida melhor na Europa, em 1 de junho de 2021, na cidade portuária de Zarzis, perto da fronteira com a Líbia [Fathi Nasri/AFP via Getty Images]

Mais de 20.000 migrantes morreram enquanto tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo e rumar para a Europa desde 2014, anunciou a Comissão Europeia ontem.

“Desde o início de 2021, um total de 1.369 migrantes morreram no Mediterrâneo”, disse a comissão em um relatório.

Em um contexto semelhante, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou recentemente que o número de mortes de migrantes nos primeiros seis meses do ano foi de “nada menos que 1.146 pessoas”, acrescentando que as mortes “dobraram em comparação com o mesmo período do ano anterior”.

A OIM apontou que o número de pessoas que tentaram cruzar para a Europa através do Mediterrâneo aumentou “58 por cento durante o período de janeiro a junho de 2021 de junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado”.

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Um relatório publicado pelo jornal Guardian em maio concluiu que a resistência dos países membros da União Europeia (UE) aos requerentes de asilo e refugiados que buscavam entrar na Europa durante a pandemia de covid-19 causou a morte de mais de 2.000.

Ele descobriu que alguns estados da UE têm usado uma série de táticas coordenadas para repelir dezenas de milhares de requerentes de asilo, e teriam sido apoiados pela agência de fronteiras da UE, a Frontex.

 

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