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Após ano de impasse, Líbano concorda com novo governo

Najib Mikati, ex-premiê libanês, em coletiva de imprensa na capital Beirute, 5 de agosto de 2021 [Presidência do Líbano/Agência Anadolu]

Os líderes libaneses concordaram nesta sexta-feira (9) com um novo governo, após um ano de impasse político sobre escolhas ministeriais, que exacerbou o colapso da economia nacional.

As informações são da agência Reuters.

Segundo fontes políticas, o avanço sucedeu uma série de contatos de Paris para reunir os líderes sectários do Líbano e iniciar reformas há muito esperadas, sobretudo após a explosão que devastou o porto de Beirute, em agosto do último ano.

No entanto, a chancelaria francesa não comentou os relatos, até então.

A crise efetivamente levou três quartos da população à pobreza e representa a maior ameaça à estabilidade libanesa desde a guerra civil, entre 1975 e 1990.

Um novo ápice foi atingido no mês passado, quando a falta de combustíveis paralisou o país e incitou uma onda de incidentes de segurança, sob receios de escalada e deterioração.

O premiê designado Najib Mikati — muçulmano sunita — e o presidente Michel Aoun — cristão maronita — assinaram um decreto para estabelecer o novo governo, na presença de Nabih Berri — chefe do parlamento e muçulmano xiita.

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Youssef Khalil, assessor do Governador do Banco Central Riad Salameh, foi incumbido de liderar o Ministério das Finanças na lista proposta para o gabinete.

Como o atual premiê Hassan Diab, espera-se que seu substituto reúna nomes técnicos para os ministérios, em lugar de indicações políticas ou partidárias.

Fontes alegaram que houve contato intensivo ao longo da noite para chegar a um acordo.

Mikati, político veterano com raízes no empresariado, foi escolhido em julho e prometeu realizar esforços para restaurar negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A formação do governo foi postergada reiteradamente por divergências entre as principais facções políticas do país, sobretudo em torno da distribuição dos assentos.

Mikati é o terceiro premiê designado a tentar compor um governo, desde a renúncia de todo o gabinete há um ano, como resultado imediato da explosão em Beirute.

Saad Hariri — também ex-primeiro-ministro — deixou os esforços neste ano e trocou acusações pelo fracasso com o presidente conservador, aliado do movimento Hezbollah.

Opositores culpam Aoun e seu partido político — o Movimento Livre Patriota — por impedir avanços ao exigir um terço dos ministérios. Aoun, porém, nega as alegações.

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