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Israel reprime protestos, deixa cem feridos na Cisjordânia ocupada

Polícia israelense reprime protesto contra violações nas cadeias da ocupação, em Hebron, Cisjordânia ocupada, 8 de setembro de 2021 [Mamoun Wazwaz/Agência Anadolu]

Mais de cem palestinos foram feridos nesta quarta-feira (8) pela forte repressão israelense contra protestos em solidariedade aos prisioneiros mantidos nas cadeias da ocupação, reportou o Crescente Vermelho da Palestina (CVP).

Após relatos de que autoridades da ocupação intensificaram medidas contra os detidos, centenas de palestinos tomaram as ruas em Jerusalém, Cisjordânia e Gaza.

Os manifestantes caminharam até checkpoints israelenses nos acessos a cidades e aldeias palestinas na Cisjordânia ocupada.

Em Nablus, os palestinos conduziram um ato perto do checkpoint de Huwwara — forças israelenses dispararam munição real, balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersá-los. Mais de cem palestinos sofreram asfixia e ferimentos físicos.

LEIA: Tensão aumenta nas prisões israelenses após medidas punitivas contra os detentos palestinos

Em Jenin, no acesso ao bairro palestino de Arraba, soldados da ocupação responderam aos protestos civis com disparos, mas nenhuma baixa foi registrada até então, salvo traumas causados pela inalação de gás lacrimogêneo.

Há ainda relatos semelhantes na aldeia de al-Bireh, nas cidades de Calquília e Belém, no bairro de Beit Amer e no campo de refugiados de al-Aroub — ambos em Hebron (Al-Khalil) —, também na Cisjordânia ocupada.

Em Jerusalém, a polícia israelense abriu fogo contra palestinos perto do Portão do Leão, acesso ao complexo de Al-Aqsa. Duas pessoas foram feridas por balas de borracha e um terceiro manifestante foi atingido por uma granada de efeito moral.

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