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A crise de covid-19 do Egito atingiu um nível perigoso, dizem fontes do Ministério da Saúde

Um robô para auxiliar médicos na execução de testes em pacientes com suspeita de coronavírus em um hospital privado na cidade de Tanta, no delta do Nilo, no Egito, em 20 de março de 2021 [Khaled Desouk/AFP via Getty Images]
Um robô para auxiliar médicos na execução de testes em pacientes com suspeita de coronavírus em um hospital privado na cidade de Tanta, no delta do Nilo, no Egito, em 20 de março de 2021 [Khaled Desouk/AFP via Getty Images]

Fontes do Ministério da Saúde do Egito disseram que o coronavírus no país atingiu um nível perigoso devido à negligência do governo em relação às medidas de precaução.

O estado continuou a permitir festas e festivais e deixou de fiscalizar os horários de fechamento das lojas, relatou a Al-Araby Al-Jadeed.

Isso reflete o que foi dito por um alto funcionário egípcio no final de agosto – que em três semanas o número de infecções aumentaria significativamente.

As fontes pedem que o governo reintroduza medidas preventivas, incluindo o uso de máscara, bem como multas e possível expulsão de funcionários que não têm a vacina, que o governo disse que vai implementar para os funcionários públicos a partir de outubro.

O número de pessoas nos hospitais públicos é perigoso e uma crise real está nos planos se o governo não intervir e tomar decisões urgentes rapidamente, disseram as fontes.

Desde o início da pandemia, os médicos têm falado sobre o sistema de saúde dilapidado e pedido EPI adequado. Eles têm sido perseguidos e presos se forem contra a narrativa oficial do governo, que é para minimizar o número de casos.

Vários diretores de hospitais pediram financiamento para testes para analisar a taxa de disseminação da variante Delta no Egito.

É provável que a variante esteja se espalhando em pelo menos cinco províncias, incluindo Cairo, Giza, Alexandria, Port Said e Damietta.

A notícia chega antes do início do ano letivo em que professores e alunos voltarão às aulas, o que pode agravar a situação.

A situação do coronavírus no Egito está ruim há algum tempo, com o Ministério da Saúde do Egito anunciando em maio que os casos saíram de controle na província de Sohag.

Os médicos contaram histórias de como tiveram que recusar pacientes, porque os hospitais estavam lotados. Em um dia, 14 pessoas morreram e, em três dias, cinco médicos na casa dos trinta morreram do vírus.

Naquela época, durante o Ramadã, as tendas, os shows e os mercados continuavam normalmente.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças alertou contra viajar ao Egito mesmo para pessoas com a vacina, que está custando caro ao Egito.

Em meados de agosto, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo anunciou que a economia egípcia estava perdendo cerca de US$ 2 milhões por dia devido à sua inclusão na lista vermelha de viagens do Reino Unido.

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