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Empresas egípcias processam Etiópia por investimentos no Tigré

Refugiados etíopes celebram o 46° aniversário da Frente Popular de Libertação do Tigré, no campo de Um Raquba, leste do Sudão, 19 de fevereiro de 2021 [Hussein Ery/AFP via Getty Images]

Empresas egípcias registraram formalmente um processo internacional contra a Etiópia pelo que descrevem como “danos à zona industrial na região do Tigré e prejuízo do trabalho no local por um ano e meio desde o início do conflito”.

Segundo a rede Cairo24, Alaa el-Saqti, presidente da cooperativa industrial egípcia no Tigré, reiterou que as empresas em questão “incorreram em perdas de até US$40 milhões” e tiveram de recorrer ao arbítrio internacional para exigir seus direitos.

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El-Saqti destacou previamente que os investimentos egípcios na Etiópia excederam US$700 milhões entre 2010 e 2018, segundo dados oficiais.

“As empresas egípcias afetadas pela guerra civil na Etiópia recorreram ao arbítrio internacional para obter indenização por suas perdas”, insistiu el-Saqti.

O empresário alegou que as companhias foram forçadas a judicializar o caso após “fracassarem negociações com o governo etíope … pelo primeiro semestre deste ano, além da falta de um acordo para proteger e compensar os investimentos das fábricas locais”.

El-Saqti argumentou que o prosseguimento da disputa entre empresas e o governo etíope pode causar “demoção no índice de crédito do país”.

Milhares foram mortos desde a deflagração do conflito na região do Tigré, no extremo norte da Etiópia, em novembro de 2020, quando o premiê Abiy Ahmed enviou tropas para destituir a Frente Popular de Libertação do Tigré, que governa a região.

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