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Investidores poloneses estudam projetos nas terras disputadas do Saara Ocidental

Soldados do movimento nacional saaraui Frente Polisário, na aldeia de Tifariti, Saara Ocidental, 27 de fevereiro de 2011 [Dominique Faget/AFP via Getty Images]
Soldados do movimento nacional saaraui Frente Polisário, na aldeia de Tifariti, Saara Ocidental, 27 de fevereiro de 2011 [Dominique Faget/AFP via Getty Images]

Um grupo de investidores poloneses visitará o Marrocos em setembro próximo para analisar oportunidades de expansão na região do Saara Ocidental, disputada entre a monarquia sediada em Rabat e o movimento nacional saaraui Frente Polisário.

Em junho, o embaixador marroquino em Varsóvia, Abderrahim Atmoun, ratificou formalmente a intenção de seu governo em cooperar com empresários europeus para investir na área, sobretudo em projetos civis e militares de transporte e logística.

Segundo o website INN Poland, a visita dos empresários deve ocorrer entre 12 e 19 de setembro, com foco nas cidades de Casablanca, Dakhla e Laayoune.

A delegação inclui empreendedores interessados em expandir-se a “um dos mais interessantes mercados da África”, além de representantes de empresas polonesas que trabalham ativamente para aumentar sua presença no reino.

O Marrocos permanece em conflito com o grupo separatista Frente Polisário, apoiado pela Argélia, desde 1975, após o fim da ocupação colonial espanhola. Um confronto armado perdurou até 1991, quando foi assinado um cessar-fogo.

Rabat insiste em seu direito de governar a região e propõe autonomia ao Saara Ocidental desde que preservada sua soberania. O povo saharaui, porém, reivindica um referendo popular, com apoio do governo argelino e da diáspora no país vizinho.

O cessar-fogo chegou ao fim no último ano, com a retomada de operações militares de Rabat na travessia de Guergarat, considerada zona neutra entre o território reivindicado pela coroa e a autodeclarada República Árabe Saaraui Democrática.

Ao descrever o avanço como provocação, em carta às Nações Unidas, Brahim Ghali, líder da Frente Polisário, insistiu que a operação marroquina “compromete gravemente qualquer solução pacífica e duradoura sobre a descolonização do Saara Ocidental”.

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